A acromegalia felina é uma doença pouco comum, mas que pode ter grande impacto na saúde dos gatos — principalmente os mais velhos e com diabetes. Ela é causada pela produção excessiva do hormônio do crescimento (GH), geralmente devido a um tumor benigno na hipófise, uma glândula localizada no cérebro.
O excesso de GH leva à produção aumentada de outro hormônio, o IGF-1, que provoca o crescimento exagerado de tecidos e órgãos. Com o tempo, isso causa alterações físicas visíveis e sérios desequilíbrios metabólicos.
Em grande parte dos casos, a acromegalia é identificada em gatos diabéticos que, mesmo com insulina, continuam com a glicemia descontrolada.
Resistência ao tratamento do diabetes (necessidade de doses altas de insulina)
Ganho de peso sem explicação
Aumento da mandíbula ou da língua
Alterações comportamentais
Roncos ou dificuldade respiratória
Crescimento de extremidades (patas, face)
Esses sinais podem surgir lentamente, por isso a doença pode passar despercebida por um bom tempo.
O diagnóstico exige um olhar atento e exames específicos. O principal é a dosagem de IGF-1, geralmente indicada quando há dificuldade no controle glicêmico em gatos diabéticos. Em alguns casos, exames de imagem como tomografia ou ressonância são utilizados para identificar o tumor na hipófise.
O tratamento definitivo seria a remoção do tumor hipofisário, o que só é possível em centros especializados. No entanto, a maioria dos casos é controlada com tratamento clínico e ajuste da insulinoterapia, além de acompanhamento próximo com um veterinário endocrinologista.
Isso pode ser um sinal de acromegalia. A avaliação com um endocrinologista veterinário pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce e no manejo adequado da doença.
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